244 – PARAÍSO PERDIDO – 12/12/11

 

 

Tenho dentro de mim uma alma melancólica

Quero um desterro num feliz paraíso

Pois em meu âmago há muito não mais existe

Ditosos dias dos tempos de outrora

 

Minha sonhadora juventude há muito se foi

Esperanças perdidas – folhas secas que o vento levou

E tu nuvens, porque a lua de mim escondeste?

Deixais que a lua com o palor do seu lume venha meu rosto alumiar

 

Não quero que minha alma em uma infinda sombra continue viver

Quero ter às luzes do firmamento em mim a brilhar

Quero ter uma alfombra verde esmeraldina para deitar

E com um grande amor poder sonhar

 

Quero minha flor de lis novamente aromatizando minhas manhãs

E não debalde ficar a procura do seu inebriante perfume

Ter novamente suas mãos a acariciar-me à fronte

E sentir o sabor do seu doce beijo a desejar-me bom dia

 

Sinto minhas veias poéticas excitar

Quando me pego em ti a pensar

A cada palavra, cada linha, a emoção me faz transpirar

Alegre-me à alma, deixe-me novamente em suas madeixas enlear-me

 

Afastai as procelas dos mares da minha existência

E fazei-me navegar em mares de calmarias

Quero sentir-me o primeiro raio da aurora

Quero sentir minha alma livre, e jubilosa a sorrir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cícero Aparecido Moura