254 - ANJO - 15/06/12
Tal qual um anjo
Num voo silencioso tu vens sempre me visitar
E com sua voz ungida de eternal doçura
Traz-me paz, alegria, me faz num amanhã melhor acreditar
Seus olhos verdes tanto me fascinam
Brilhantes tais quais a esmeralda mais límpida
Uma linda estrela – que com seu lume
Ilumina o meu dia às vezes tão vazio
Nada tem a ver com a estrela na poesia de Manuel Bandeira
Ele fala de uma estrela distante triste e fria
Tu és como o nosso astro rei
Transmite calor – uma estrela de um fulgor infindo
Picasso e Michelangelo se vivos fossem
Com certeza sua beleza em uma tela imortalizaria
E Fídias nos Panteões da deusa Vênus
Uma estátua em sua homenagem esculpiria
Depois de uma longa ausência você voltou
E com seu irradiante sorriso me encantou
Lumes dos seus lindos olhos – tais quais flechas douradas
Meu dia e minha alma iluminou
Romantismo hoje – para muitos talvez seja retrógrado
Mas impossível quando se está diante de imensurável beleza
Pois mesmo a rosa e os lírios do campo diante de ti se curvariam
E com certeza vassalos seus para sempre seriam.
Cícero Aparecido Moura