246 - DESEJOS - 27/01/12

 

 

Quero encontrar alguém perdido na multidão

Quero se encontrar comigo mesmo

Quero deleitar-me com o que na vida há de melhor

Quero embebedar minha alma e meus ouvidos

Ouvindo o declamar de uma bela poesia

Ou talvez ouvindo uma bela canção

 

Queria saber me expressar com belas e sábias palavras

Palavras que tocassem fundo o âmago do ser humano

Queria entender a voz do vento da natureza

E então transformá-las em belas melodias

Queria eu mesmo ser o vento à lua sol a poesia

Queria ver minhas poesias brilhar tais quais as estrelas no infinito

 

Quero sentir hoje o meu amanhã jorrando-me alegria

Para que eu possa sempre dormir sorrindo

Quero acordar e sentir o porvir sorrir para mim

Quero a bússola do destino indicando o caminho que devo seguir

Para que não me torne uma nau à deriva em alto mar

Ou para que  eu não tropece na mesma pedra que outrora tropecei

 

Quero tecer meus poemas nas estrelas

Para que seus lumes as iluminem e todos possam meus poemas ler

Quero tal qual um novelo de lã

Pouco a pouco ver meus desejos se desenrolar

Não os quero ver mofando no fundo de um armário, ou de uma gaveta qualquer

Pois no Panteon dos poetas – quero deixar meu nome escrito.

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cícero Aparecido Moura